Contador de Visitas

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como atravessar terrenos de areia (Parte II)


Procure ver sempre mais adiante na trilha, já que você irá encontrar rapidamente mudanças de terreno como um aclive mais acentuado ou o final brusco de uma duna, onde será exigida mais aceleração, ou o alívio do pé no acelerador, respectivamente.

Se atolar, tente primeiro mover o veículo com uma arrancada suave, se precisar dê uma ligeira marcha à ré e em seguida engate uma segunda reduzida. Faça isso com destreza, até criar um suave balanço ou “momentum” como é mais conhecido, que embalará o veículo por cima da areia fofa iniciando o movimento para sair do buraco. Quando sentir que pode sair, use a segunda marcha e siga adiante.

Por outro lado, se você encalhar não há porque se sentir derrotado já que todos, sem exceção, até mesmo os pilotos do Paris-Dakar encalham, mais cedo ou mais tarde, em trechos de areia fofa. Alivie o peso do veículo e comece a cavar em frente ou atrás de todas as rodas, dependendo que direção você decidiu tomar - se adiante ou de ré.

Saiba, entretanto, que sair de ré será mais fácil. Retire a areia que está travando diferenciais e chassi. Faça uma rampa suave para que os pneus iniciem o deslocamento.

Se tiver água em abundância por perto, como na praia, por exemplo, molhe a areia logo à frente ou atrás das rodas, de acordo com a direção que você decidiu seguir, que isso irá compactá-la e facilitará a operação. Só tome cuidado para que a água salgada não entre em contato com as partes mecânicas e com a carroceria.

Feito tudo isso é hora de dar a partida no motor e engatar a segunda marcha reduzida. Para veículos automáticos coloque a alavanca em 2. Acelere suavemente e as pessoas que puderem ajudar, devem empurrar o veículo sem balançá-lo para os lados, sob o risco de fazer os pneus cavarem a areia, afundando o veículo novamente. Se conseguir sair não pare até encontrar terreno firme, do contrário é hora de começar tudo de novo.

Como atravessar terrenos de areia


Para atravessar terrenos arenosos, engate as rodas-livres, a tração 4x4 e o blocante, sempre antes de enfrentar o trecho. A marcha ideal depende muito do tipo de areia que terá pela frente, mas invariavelmente a segunda, terceira ou quarta reduzida resolvem o problema.
Em certos casos até a primeira marcha normal poderá ser tentada, mas a vantagem da reduzida é que você pode colocar uma marcha mais forte se precisar, enquanto que a primeira marcha normal certamente não lhe dará essa margem, e você terá que parar para engatar, então, a alavanca para reduzida. Outro artifício importante é a diminuição da calibragem dos pneus.
É bom lembrar que a escolha dos pneus é fundamental, pois o veículo precisa de toda a flutuação possível, e isto pode ser conseguido com pneus do tipo AT - All Terrain, como o Wrangler SR/A, o AT/S ou, ainda, o RT/S.
Ao entrar no trecho segure o volante com firmeza e entre com determinação, mantendo a aceleração alta e constante. Uma vez iniciado o deslocamento, procure não frear bruscamente quando precisar parar. Freie com suavidade ou tire o pé do acelerador e desengate a marcha, deixando que a resistência do terreno segure o veículo. Se você frear com violência o travamento das rodas provocará o acúmulo de areia na frente de todos os pneus, que terão dificuldade em subir esses pequenos montes para seguir adiante.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como passar por declives radicais


Em uma descida íngreme, você deverá procurar algum ponto que sirva de apoio para os pneus como, por exemplo, uma vala ou até mesmo um facão pequeno que possa guiá-los morro abaixo.
Mas se não encontrar nada, é hora de cavar! Faça duas canaletas que possam guiar os pneus, pois isto ajudará o veículo a manter-se na direção desejada. Para esta manobra você vai usar as marchas reduzidas e o freio-motor, desta forma usará menos o sistema de freio e garantirá mais controle da direção.
Mas a escolha de uma marcha extremamente reduzida pode provocar outro problema, que é o travamento das rodas,fazendo o veículo deslizar. Então, escolha a marcha que proporciona tração e controle como a primeira ou segunda, e em certos casos até a terceira reduzida. Posicione o veículo em linha reta com a descida e alinhe o volante.
Comece a descer e fique atento para o comportamento do veículo. Se começar a sair de lado, é sinal de que precisa de um pouco mais de velocidade.
Então acelere com pulsadas rápidas para recuperar o controle da direção. Se pisar no freio a coisa vai complicar, pois você poderá travar as rodas de trás, que poderão estar com pouco atrito, e elas vão escorregar forçando o veículo a atravessar de lado no trecho, podendo inclusive se inclinar perigosamente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Abordando um aclive e declive (Parte II)


Atenção no final do aclive
Quando estiver próximo do ponto final da subida, diminua a velocidade até parar no topo. Não passe direto, pois pode haver agora uma grande descida pela frente ou uma curva fechada, e novas providências devem ser tomadas.
Fique atento ao concluir a subida, talvez você não encontre terreno suficiente para apoiar as quatro rodas e o veículo poderá se transformar em uma gangorra, ficando com sua parte central pendurada no topo do aclive.
Para abordagem de subidas íngrimes com rochas, o procedimento é um pouco diferente, já que a manobra vai exigir baixas velocidades e basicamente a primeira marcha reduzida e o blocante acionado. Você está agora em um terreno de grande atrito e não vai precisar de embalo para subir.
Como o veículo vai chacolhar para todos os lados é fundamental que você mantenha a baixa velocidade, para manter os pneus o máximo possível em contato com o terreno. Aqui, também é importante o longo curso da suspensão, já que será exigida ao máximo.

Abordando Aclives e Declives


Após analisar o trecho, verificando o tipo de piso e o que tem do outro lado, engate a tração 4x4, reduzida e o blocante.
O uso de uma marcha mais solta - como a segunda ou terceira -, lhe dará mais margem para redução, caso perca embalo e precise de mais potência durante a subida. Posicione o veículo em linha reta com o topo e o final da subida.
Inicie o deslocamento com um pouco de embalo. Mantenha o pé no acelerador e o motor em alta rotação. Não use a embreagem. Se sentir que pode perder aderência, gire rapidamente o volante para a esquerda e direita e não tire o veículo da linha reta para o topo.
Jamais suba em ângulo com o final do percurso. Como já mencionado, se o veículo escorregar para o lado pode ficar difícil retomar o controle da direção. Mas suponha que você realmente faça tudo certo e o veículo resolva sair de lado: então, freie rapidamente, engate marcha à ré e solte os dois pedais recolocando o veículo em linha reta até o ponto de partida.
Não pise no pedal de embreagem. Se precisar segurar o veículo acione o freio de forma cadenciada imitando o ABS, não trave as rodas e deixe o motor ajudar a fazer o trabalho de frenagem.
Caso perceba que os pneus começam a deslizar sem tração, acelere para recuperar o controle da descida. Veículos com caixa automática podem não ter o freio motor suficiente, neste caso, freie com o pé esquerdo e acelere suavemente com o direito.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Roda Livre


Em alguns veículos equipados com o sistema de tração 4x4 Part Time, a tração dianteira só entra em operação quando é feita a conexão das rodas dianteiras com os semi-eixos, isto é realizado através das rodas-livres. Uma vez acionadas, elas conectam as rodas dianteiras com a transmissão, auxiliando então as rodas traseiras a tracionarem o veículo.
Quando as rodas dianteiras estão desconectadas, elas giram livres e sem contato mecânico com a transmissão. Mas após o acionamento das rodas-livres, o condutor ainda precisa acionar uma alavanca, ou controle elétrico, dentro do veículo para que todo o conjunto entre em funcionamento. A roda-livre pode ser de acionamento manual ou automático, como podemos ver na foto.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Curso de mecânica para mulheres - RJ


Atenção meninas offroaders, a próxima etapa do Curso de Mecânica para Mulheres está agendada para o dia 14 de setembro, no Rio de Janeiro, e será realizada após a disputa da 18ª edição do Rally dos Sertões (de 10 a 21 de agosto). Helena se prepara para sua 11ª participação no segundo maior rali do mundo.
Mais informações: www.goodyear.com.br

Próximas etapas:

7ª etapa: 14/09 - Rio de Janeiro (RJ)- Tepel Pneus
8ª etapa: 28/09 - Santa Cruz (RS) - Rodoauto
9ª etapa: 21/10 - Natal (RN) - HC Pneus
10ª etapa: 23/11 - Londrina (PR) - Renato Pneus