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sexta-feira, 22 de julho de 2011

O atoleiro da Troller


Quatro anos após ser comprada pela Ford, a montadora de jipes brasileira cresce abaixo da média do mercado de veículos utilitários Por Rafael Freire

Dá para contar nos dedos das mãos as marcas genuinamente brasileiras que conseguiram passar de meras fábricas de fundo de quintal a montadoras reconhecidas no mercado nacional. A Troller, de Horizonte, cidade a 37 quilômetros de Fortaleza, a capital do Ceará, é uma delas. Fundada em 1994, pelos irmãos Bill e Rogério Farias, a companhia quase quebrou. Sob a direção do cearense Mário Araripe, que comprou a montadora por R$ 600 mil em 1997, chegou a comercializar 1.020 unidades, em 2004.
Seu volume de vendas nunca foi muito expressivo, mas suficiente para chamar a atenção da Ford, que acertou sua compra em janeiro de 2007, por um valor estimado de R$ 400 milhões. Na ocasião, muito se falou sobre as intenções da montadora americana de ampliar sua participação no segmento de veículos off-road. Para tanto, usar as instalações e a imagem da já consolidada Troller como embrião para este novo rumo de negócios pareceu uma boa alternativa.

O peso e a força do sobrenome Ford, no entanto, até agora não se refletiram em crescimento. De acordo com dados da Fenabrave, entidade que representa as distribuidoras de veículos, a Troller comercializou 694 carros em 2006. O número subiu para 1.254, em 2010, um aumento de 80%. O desempenho seria excelente, não fosse o fato de o segmento de utilitários esportivos (SUVs) ter crescido 170% no mesmo período. No ano passado, enquanto as vendas de SUVs expandiram-se 24,5%, a Troller teve queda de 15%. A rede de concessionárias, que contava com 22 pontos de venda em 2006, tem atualmente 18. “Tivemos de colocar a casa em ordem”, afirmou à DINHEIRO Wilson Vasconcellos, gerente-geral da Troller.

Sob a gestão da Ford, as principais características do jipe T4 foram mantidas. No entanto, a picape Pantanal e o jipe militar T4-M saíram de linha. Embora não revele o valor investido até aqui, Vasconcellos garante que a marca passou por um processo de aperfeiçoamento, com a padronização de fornecedores, investimentos na fábrica de Horizonte, e no próprio desenvolvimento do jipe. Tanto que o engenheiro Luc de Ferran, um dos responsáveis pela criação do EcoSport, chegou a atuar como consultor da Troller. A sinergia com a Ford na compra de componentes e no maior poder de barganha com fornecedores ainda não se refletiu em preços menores. O T4, por exemplo, custa atualmente R$ 92,5 mil, valor proporcional aos cerca de R$ 85 mil, cobrados em 2006. “O padrão de qualidade Ford é maior”, diz Vasconcellos.

Para José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil, é compreensível que os resultados desse investimento ainda não tenham aparecido. “É como começar uma montadora do zero, trabalhando desde o processo produtivo até a área de distribuição do produto”, afirma. Segundo Ferro, outro fato importante é que a Troller não é prioridade para a Ford, como era para seus antigos donos. Ainda mais no período de crise que começou em 2008 e obrigou a montadora a desfazer-se de marcas como Land Rover, Jaguar e Volvo para gerar caixa. “Montadoras de nicho como a Troller nunca funcionaram bem dentro de grandes corporações”, afirma André Beer, consultor e ex-vice-presidente da GM Brasil. Já para Ferro, a venda faz parte do processo de crescimento. “Chega um estágio em que ou você vende a empresa ou ela deixa de crescer”, diz.

Timidamente, a Troller começa a trilhar um caminho para sair do atoleiro. Em 2011, o objetivo é produzir 1,6 mil carros. Se todos forem vendidos, significa um aumento de quase 10% sobre seu melhor ano de vendas. Está planejada, também, a abertura de mais sete concessionárias neste ano. Depois de cerca de dez anos afastada do Rally dos Sertões, a marca vai voltar à competição. “A Troller sempre foi uma montadora de nicho”, diz Vasconcellos. “Se quiséssemos atingir a massa, faríamos isso com a Ford.”

terça-feira, 19 de julho de 2011

Jeep apresenta sua linha em Campos do Jordão


A partir deste fim de semana, a Jeep estará no Festival de Inverno de Campos do Jordão, com lounge e pista de teste montados no bairro Capivari. Quem visitar o espaço poderá conhecer todos os modelos da linha. Um dos destaques é o Grand Cherokee, o mais luxuoso veículo da marca fabricado até hoje. Também estarão presentes os modelos Cherokee e Wrangler.

Preparada para explorar as potencialidades off-road, a pista de testes tem um circuito com quatro obstáculos – caixa de ovos, elevação lateral, king e torção. Nela os modelos poderão dar uma amostra de como estão preparados para enfrentar as mais diversas condições de terreno – lama, pedra, areia ou asfalto.

Localizado ao lado do Vivo Estação de Inverno, o espaço Jeep estará aberto todos os finais de semana, de 8 a 31 de julho (sextas e sábados, das 11h às 18h e domingo, das 11h às 16h). O agendamento dos test-drives poderá ser feito no balcão de atendimento localizado em frente à Forneria Campos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Almoço em Tomascar-RJ quase vira pernoite na trilha


Juntamos alguns membros da equipe para um almoço na Marilene(conhecido restaurante em Tomascar onde motoqueiros e jipeiros se encontram depois de uma boa trilha na região), lá decidimos abrir uma trilha onde um trator já tinha iniciado os trabalhos. No início tudo muito bem, subimos por uma trilha que dava em um rio onde não conseguimos passar e então retornamos pelo mesmo caminho, tentamos outro caminho mas como já estava ficando tarde, resolvemos seguir pelo caminho que já conhecíamos. Foi aí que um carro quebrou a barra de direção e começamos a literalmente arrastá-lo pela trilha, depois outro jipe arrebentou a correia do alternador a noite caiu e tudo ficou mais lento. Depois de muitas tentativas em retirar o jipe quebrado, resolvemos deixá-lo na trilha para buscar posteriormente e continuar rebocando o segundo jipe. Pois aí meu jipe morreu e não queria mais pegar, que beleza... estavamos sem mais um carro. Ainda bem que tínhamos um amigo que conseguiu detectar que o problema era um foi frouxo no motor de arranque do meu carro, daí ligamos e conseguimos sair da trilha as 21:00. Depois foi só rebocar o jipe sem correia do alternador para casa. Finalmente consegui chegar em casa as 22:30 sem maiores problemas. Isso é que é um bom dia de trilha...
Segue o link das minhas fotos: https://picasaweb.google.com/OffLife4x4/22062011#

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dodge RAM ganha kit Mopar


Modificações foram realizadas para tornar picape apta a situações off-road

A Mopar, divisão de equipamentos especiais do grupo Chrysler, divulgou um kit para a Dodge RAM chamado Runner Kit. O pacote foi desenvolvido para aqueles que desejam utilizar a picape em situações off-road, e foi desenvolvido para os modelos produzidos entre 2009 e 2011.

Embora trate as alterações como um pacote, a Mopar anuncia o preço das peças separadamente. O kit de suspensão reforçada e elevada, que inclui a modificação do sistema de direção e da carroceria da picape, custa US$ 13.270 (R$ 23.000 sem taxas de importação e impostos brasileiros). Já os novos pára-choques dianteiro e traseiro, que melhoram os ângulos de entrada e saída, podem ser adquiridos por US$ 1.250 (R$ 2.150).

Outros componentes disponíveis para a modificação da picape são novo capô de alumínio com scoop para resfriar o motor, por US$ 978 (R$ 1.690), suporte para pneus na caçamba por US$ 1.010 (R$ 1.750), além de sistema de escape esportivo para a versão com motor 5.7 Hemi V8 por US$ 1.150 (R$ 1.990). Confira as fotos da novidade acima no link “Galeria de Fotos”.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aos amantes dos suzukis


Suzuki terá rali monomarca no Brasil
Competição será destinada a proprietários dos principais modelos 4x4 da marca – inclusive antigos

Importados para o Brasil na década de 90, os jipes da Suzuki fizeram fama no off-road. Até hoje, é comum ver modelos como Samurai, Sidekick e Jimny participando de trilhas de assustar os modernos “cross” e “adventures” da vida. Com isso não é de surpreender que marca acabe de lançar o Suzuki Adventure, rali de regularidade voltado para proprietários de carros da marca – incluindo os modelos antigos.

A primeira etapa da competição será no dia 11 de junho, em Barueri (SP), com inscrições no site para as duas categorias, Fun e Pro. Para participar será necessário, além de um 4x4 da Suzuki, doar dois cobertores novos, que serão destinados à Associação de Pais e Amigos da Criança com Câncer (APACC) e Instituto Ingo Hoffmann de Campinas.

O Suzuki Adventure segue os moldes das competições promovidas pela Mitsubishi com seus clientes – não à toa, o empresário Eduardo Souza Ramos representa as duas fabricantes no Brasil. Contudo, a Suzuki não afirma ter interesse em criar ralis profissionais no momento, ficando restrita às competições menos severas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Trilha do Açudinho e Tomascar


Domingo de sol, depois de um sábado chuvoso, excelente pedida para uma trilha com os amigos. O pessoal da equipe ficou dividido com o evento de Madalena que estava acontecendo mas conseguimos um jipe guerreiro para nos acompanhar numa trilha. O amigo tinha comprado a pouco um jipe e ainda não tinha testado seus "dotes" para a lama. Entramos por Inoã(Maricá-RJ) fizemos um caminho chamado de subida do carrapato e a trilha apelidada de açudinho devido a ter um pequeno açude no caminho, saindo no portal de maricá seguimos para Tomascar para o almoço na Marilene e depois retornamos subindo para Sampaio Correia. No fim do dia, trilha feita e lazer cumprido...

Confira as fotos do passeio com o linnk a seguir:

https://picasaweb.google.com/OffLife4x4/Trilha1552011AcudinhoETomascar?authkey=Gv1sRgCOv_2vSWl4LHjgE#

terça-feira, 3 de maio de 2011

Jipe Stark dá adeus a Joinville


A assembleia dos acionistas da TAC Motors da última quinta-feira terminou com uma certeza: a fabricação do jipe Stark 4X4 vai deixar Joinville. A reunião aprovou a elevação de capital da empresa de R$ 22 milhões para R$ 100 milhões e o objetivo com essa manobra é viabilizar o investimento necessário para a implantação de uma nova fábrica em outro Estado. O motivo da saída da montadora catarinense de Joinville é a falta de incentivos fiscais e linhas de financiamento a longo prazo.

Três Estados estão no páreo para receber a nova fábrica do Stark: Amazonas, Bahia e Ceará, que oferecem reduções no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e linhas de financiamento específicas. No caso do Amazonas, a TAC também não pagaria IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), mas sofreria com a logística para despachar os veículos pelo Brasil.

Durante a assembleia geral, os acionistas conheceram mais detalhes dos benefícios oferecidos por cada Estado. "Cada um tem peculiaridades que estamos avaliando com cautela. O objetivo é que a fábrica encerre a fase de lançamento em Joinville para implantar, na região escolhida, uma planta definitiva. Isso permitirá ampliação considerável da produção do Stark", conclui o diretor-presidente da TAC, Neimar Braga.

De acordo com a montadora, nos próximos 60 dias o conselho administrativo da empresa deve decidir o destino final da linha de montagem do Stark.

Mesmo não tendo decidido ainda o Estado que receberá a nova fábrica, quem larga na frente é o Ceará. As conversas com o governo cearense estão adiantadas. Além disso, o Stark ficaria mais perto de seu principal concorrente, o Troller TR4, que também é fabricado no Estado.

O projeto da TAC para os próximos anos é ambicioso. Na fase inicial (primeiros quatro anos), a produção seria de três mil jipes por ano. Em seguida, com a inclusão de outros quatro modelos, a expectativa é elevar a produção a 10 mil carros por ano.